Escola do chimarrão: harmonia e aproximação entre as pessoas

Os 36 tipos de erva mate expostos na Escola do Chimarrão na Expointer - Crédito: Letícia Anele Kruse
Os 36 tipos de erva mate expostos na Escola do Chimarrão na Expointer – Crédito: Letícia Anele Kruse
A 39ª Expointer reuniu muitas atrações, mas um local específico chamou a atenção de gaúchos e turistas: a Escola do Chimarrão. A atração ensina a preparar diferentes tipos de mates. A erva­ mate destaca-se pela sua importância em termos medicinais e nutricionais.  A escola foi um dos lugares mais visitados.

Por Letícia Anele Kruse
Jornalismo Econômico/Noite

Preparar um bom mate em 11 segundos é o que ensina a Escola do Chimarrão, uma das atrações mais visitadas no Parque  de Exposições Assis Brasil em Esteio (RS) durante a 39ª Expointer que neste ano foi realizada de 27 de agosto a 4 de setembro.

Parece fácil colocar uma colher de sopa de erva­ mate no fundo da cuia, água quente na temperatura de 70° na quantidade desejada (normalmente até o pescoço da cuia), empurrar a erva ­mate com a bomba para a lateral criando um espaço e completar com água e movimentos laterais leves. E depois segurar a bomba pelo resfriador, introduzir na cuia e posicionar no mate. Mas será que é fácil mesmo?

“O professor ama o que faz. E só quem ama o que faz sabe ensinar do jeito dele. Eu aprendi como fazer um chimarrão legal, rápido, prático e objetivo. Uma aula muito boa, adorei fazê-la”, relatou ao blog de Jornalismo Econômico da UniRitter Ana Paula Fedrizzi, uma das alunas que frequentou a Escola do Chimarrão na Expointer.

A erva­ mate tem um apelo social muito forte e é uma planta muito importante em termos medicinais e nutricionais. “Ela tem várias vitaminas necessárias para nosso organismo, como a A, B1, B2, B6, além de sais minerais como ferro, fósforo e potássio. O hábito diário do chimarrão reduz a chance de ter problema com colesterol e hipoglicemia. O último estudo que tivemos acesso é da Universidade de Odontologia de Araçatuba. Eles fizeram teste em laboratório e houve a comprovação de que a erva ­mate ajuda na recomposição óssea”, garante o diretor da Escola do Chimarrão, Pedro Schwengber.

As outras propriedades medicinais e nutritivas da erva ­mate são a estimulação das atividades físicas e mentais, auxílio em dietas de emagrecimento, atuação benéfica sobre nervos e músculos, além de ser considerada um alimento quase completo pois contém a maioria dos nutrientes necessários para sustentar a vida.

A Escola do Chimarrão na Expointer tinha um ambiente amplo, aconchegante que proporcionava uma sensação de harmonia e aproximação entre as pessoas. O chimarrão não é só cultural. Segundo Pedro, um entusiasta da erva mate, ele também tem a magia da integração.

De acordo com o funcionário da Escola do Chimarrão Alceu Marth, são 36 modelos expostos, o que atraiu muita curiosidade de pessoas querendo aprender o segredo de fazer um bom mate.“A Escola de chimarrão é um ícone da tradição gaúcha. Mostra essa cultura de tomar chimarrão que tem mais de 500 anos, os benefícios e os mais de 192 princípios ativos da erva mate já pesquisados e comprovados”, ressalta Alceu.

Os modelos são: Poço, Ponte, Peão Pobre, Namorados, Meia Lua, Mate Doce, Mate Amargo, Homenagem, Formigueiro, Furo Alto, Furo Quadrado, Gaúcho Macho, Ferradura, Estrela, Escavado, Do Prego, Da Colher, Da Copa, Da Engrenagem, Da Praia, China Pobre, Canhoto, Apaixonado, Achego, Toca de Tatu, Ventania, Vulcão, Xadrez, Tradicional, Tapado, Roda de Carreta, Riscadinho, Invertido, Primavera, Repartido e Da Flor.

A Expointer é muito importante para a tradição gaúcha, e segundo Pedro Schwengber, a feira agropecuária é a maior vitrine para a Escola do Chimarrão. “Somos um ponto privilegiado na quadra 13, no meio da rampa, o que torna um dos locais mais visitados da feira. Este ano estivemos com o Instituto Brasileiro da Erva ­Mate e convidamos para estar conosco dado sua magnitude e importância para o setor ervateiro. Então, para nós é importante. Recebemos a visita de pessoas de 159 municípios gaúchos e de 132 municípios de 17 estados”, comemora o diretor.

A Escola do Chimarrão nasceu na Semana Farroupilha de 1998 na cidade de Venâncio Aires como um pequeno projeto cultural. Devido às apresentações em escolas e eventos, ela foi se tornando bastante conhecida.

A Polícia Federal foi um órgão que ajudou muito no projeto. “Em 2005, eles nos doaram um motor home. Isso nos motivou muito para continuar. Já atendemos mais de 4 milhões de pessoas diretamente, em sete estados do Brasil e mais de 200 municípios gaúchos”, relata Pedro Schwengber.

A Escola do Chimarrão na Expointer foi importante para gaúchos e turistas aprenderem a fazer seu próprio chimarrão de uma maneira rápida, prática e simples. Além disso, puderam conhecer os 36 modelos de mate e interagir com outras pessoas. 

Uma outra curiosidade sobre o chimarrão é que na época em que Germano Rigotto era Governador do Rio Grande do Sul, ele sancionou a lei 11.929 em que instituiu o chimarrão como a bebida símbolo do Rio Grande do Sul, comemorado no dia 24 de abril de cada ano. Vai um mate?

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